segunda-feira, 26 de junho de 2017

As primeiras palavras de uma criança

Neste semestre, enquanto estudava a disciplina Literatura Infanto-Juvenil, foi pedido um trabalho que consistia na criação de uma história infantil, em formato de livro (simples), com ilustração e tudo mais. Abaixo, eis o meu trabalho escaneado [desculpe(m) pelas sombras remanescentes]. Como algumas páginas não foram pintadas, nem possuem uma espécie de borda, para diferenciar umas das outras, penso que é melhor clicar na primeira imagem e, em seguida, clicar ou apertar o direcional da direita, para ir para a próxima:


























quinta-feira, 22 de junho de 2017

A Rua dos Dias, de Paulo Franco: um diálogo entre eus, nós e os outros

A rua dos dias (2017), novo livro do poeta Paulo Franco, é curto pela quantidade de páginas, mas intenso e extenso na qualidade e profundidade de seus poemas. O autor investiga e trabalha vários temas, mas o foco maior está na questão do tempo, do instante, do passado e do futuro, da subjetividade do eu (na maioria das vezes, fragmentado). Como são quase quarenta poemas, o presente texto discutirá apenas alguns deles — e não integralmente.

Vivemos na chamada Modernidade Líquida, ou Pós-Modernismo, uma época em que tudo acontece muito rapidamente e quase não temos tempo para a reflexão, para a lembrança, para a imaginação e para os sonhos, o que nos faz, de certa forma, morrer aos poucos, como Paulo Franco já havia retratado no poema Óbito, presente na sua antologia inacabada, A máscara no espelho (2012). Porém, o poeta, sensível, sempre na contramão da massa, rebusca o seu passado e reflete sobre quem foi, o que traz a dor, infelizmente, de saber quem ele também não foi. No primeiro poema da nova obra, As cigarras e os girassóis, é dito: “As imagens que vejo sobre o que vivi, / hoje, são pitorescas alegorias / sobre o que não fui ou vi.” (p. 14).

No mesmo texto, estrofes abaixo do trecho supracitado, percebe-se a profundidade e o lirismo do eu-lírico que, como é confessado, não foram notados pelas pessoas ao seu redor: “Na taipa da alma, um menino se escondia / alimentado pela luz de cada dia / que alicerçava a poesia / meio a prantos e encantos / que ninguém nunca percebeu.” (p. 14). É assim, com o tempo, que os seres vão mudando, “virando outra coisa, / pois que tudo o que havia já não há, (...) Agora o tempo é outro, / sou outro a cada lembrança, / a cada presente que se desfaz / para virar as lembranças dos outros.” (p. 15)... As memórias sempre continuam e continuarão, bem como o eu-lírico lembrou-se de sua infância ao ouvir o canto das cigarras, que o remeteu aos cantos de seus parentes que partiram...

Outro poema que fala de memórias é Catacrese. Para quem não sabe, catacrese é uma figura de linguagem que utiliza combinações de palavras já existentes para designar algo que não possui um nome exato para si, por exemplo: costa(s) da cadeira, céu da boca ou manga da camisa. O eu-lírico se utiliza de várias catacreses ao longo do texto: “pé do fogão”, “perna da mesa”, “braço do sofá”, “asa da xícara”, “cabeça do alho” e “bico do bule” (aliás, perceba a aliteração em [B], que cria um ritmo durante a leitura), para dizer que em cada lugar da casa há uma memória, há uma história.

Por fim, o eu-lírico indica que a própria palavra “saudade” é uma espécie de catacrese, pois ela é “como um sentimento / que de tão intenso / parece que ainda não tem nome” (p. 23). Dizem que o vocábulo “saudade”, no sentido que a língua portuguesa o emprega, não existe em nenhum outro idioma. Agora, é interessante esta importância, esse olhar diferenciado para os objetos, para as coisas, pois é o que Drummond já havia alertado em A flor e a náusea: “Que tristes são as coisas, consideradas sem ênfase” (2010, p. 36).

Por falar em Drummond, há um poeminho em que ele também fala da asa da xícara, mas sem usar catacrese, pois utiliza o termo “aparador”. Chama-se Cerâmica: “Os cacos da vida, colados, formam uma estranha xícara. / Sem uso, / ela nos espia do aparador.” (idem, p. 288). Em Catacrese, Paulo Franco também fala sobre os pedaços da vida, perdidos pelos cantos da casa. Nele, os objetos não nos observam, mas em seu poema As coisas, presente em A máscara no espelho (2012), sim.

Ao lado das ações que podem/poderão ser feitas amanhã, A rua dos dias (2017) reflete muito sobre o que não foi realizado ontem, o que causa um sentimento de culpa e de desilusão no presente do eu-lírico. Em Culpas, ele confessa: “A esperança cambaleia no remorso / de cada sensação que não vingou” (p. 27), versos que coadunam com aqueles do primeiro poema, As cigarras e os girassóis, que foram citados no segundo parágrafo. São sentimentos que todos possuem em vários momentos, que o poeta capta e transforma em arte.

É sobre isso que o eu-lírico de Linguagens fala, sobre o medo “da linguagem do tempo / quase sempre à toa. / Fluídicos sentimentos, / lembranças, passado intemporal, / que como ave voa.” (p. 35) A propósito, perceba o jogo de linguagem utilizado neste curto trecho: que co(mo) (a)ve vo(a), duas pequenas aliterações seguidas, em [K] e [V]. É um poema em que o eu-lírico tenta se descobrir, se conhecer, se reconhecer e conhecer aos outros, nessa “escuridão que se instala” (p. 36) e que ninguém se entende, pois “os semelhantes / não exercem uma língua una” (p. 36)...

É interessante notar a coerência desta ideia do autor: o poeta “nunca sabe além do que pressente ou vê ou viu.” (p. 35), são apenas intuições nesta escuridão em que todos habitam. Outro poema que discute este tema é Semântica, também presente na antologia A Máscara no Espelho (2012), mas publicado primeiramente em Pétalas de Insônia (1999), onde também um poeta confessa que “Minha semântica / é medo, / é solidão. / Minha ilusão, espírito / e pouca coisa mais / além do que pressinto / desta escuridão.” (1999, p. 46)

Mais uma intertextualidade interessante que há em A rua dos dias (2017) está no poema O brinco. Uma das estrofes diz: “Sereno mato a minha dor / e estrangulo quem não sou / para saber de mim.” (p. 43), mas essa é a primeira estrofe do poema O bobo, presente na antologia A máscara no espelho (2012). Porém, os dois textos tratam de temas diferentes. Não se trata de falta de criatividade, mas de afirmação do mesmo pensamento, que pode ser aplicado em várias situações.

Ainda sobre intertextualidades, o novo livro de Paulo Franco traz vários metapoemas (poemas que falam sobre poema/poesia), um deles se chama “O tecido”, no qual o eu-lírico diz não trazer “promessas vis para vislumbrar os olhos de ninguém”, que é, de fato, o dever de quem escreve ou de quem atua profissionalmente bem: fazer o seu trabalho de forma verdadeira, não de forma falsa, para agradar aos outros. No entanto, todo ser humano é complexo e contraditório, e “O poeta mente inclusive em ilusões / quando vê belezas que nunca se viu / em coisas que são naturalmente feias” (p. 55).

É o caso de “‘Uma pedra no caminho’, / ‘uma flor que nasce no asfalto’” (p. 56), que fazem referência aos textos No meio do caminho e A flor e a náusea, ambos poemas de Carlos Drummond de Andrade. Segundo o eu-lírico, “são exemplos típicos / desta maquiagem que o poeta / ensandecido proclama para cutucar / o nosso olhar de mar e icebergs.” (p. 56) Na verdade, é a antiga lição de Fernando Pessoa: “O poeta é um fingidor. / Finge tão completamente / Que chega a fingir que é dor / A dor que deveras sente.” (s/d, p. 9).

Porém, a ficção, ao pintar/deformar/exagerar/transcender a realidade, facilita e esclarece alguns fatos reais e cotidianos. E é importante lembrar: o poeta até pode até ser falso, mas, como diria Mario Quintana, estranhamente, o poema é uma “estranha máscara / mais verdadeira do que a própria face...” (2008, p. 127).

Sobre a fragmentação do ser humano, é bela e triste a primeira estrofe de Os jardins e os sonhos: “Somos um pouco do pouco que restou / de cada um que fomos em cada momento da vida / feita de pedaços e olhares e jardins e esperanças / que se despedaçam refazendo-nos / a cada instante que fica para trás.” (p. 61). Ninguém é uno (e, por isso, como foi dito em Linguagens, a linguagem dos semelhantes também não é una), cada um é vário em cada pequeno período. É nisto que reside a complexidade humana, a angústia e a perplexidade do poeta, que se vê perdido entre tantos outros, eus e possibilidades, que lhe causarão culpa posteriormente...

Porém, o artista/poeta pega estas “pedras no meio do caminho” e as modela, transformando as dificuldades em arte, como o eu-lírico conta em O tempo e a pedra, um dos melhores poemas do livro. Eis alguns versos: “A pedra (...) / é bem maior que o poeta / que só eterniza o poema / que faz de uma pedra uma onda / e da onda o sonhar (...)” (p. 60). Esta ideia rima com a primeira estrofe de O belo, poema de Paulo Franco, de 1999, do Pétalas de Insônia, que diz: “O novo nascerá vindo do velho / qual artista que a martelo / a arte nova cria / transformando a pedra em belo.” (p. 24). Percebe-se, então, a coerência e o aperfeiçoamento do poeta ao longo dos anos, que não só se aperfeiçoa, mas melhora aqueles que o leem também.

Em suma, A rua dos dias é um excelente livro de poesia, de um dos melhores poetas nacionais da atualidade, que mantém o seu nível e ritmo ao mesmo tempo em que tira fôlego e lágrimas dos leitores mais sensíveis. Há vários outros temas abordados na obra, alguns poemas possuem técnicas mais elaboradas, outros são mais livres, porém todos são profundos. Os eu-líricos de Paulo Franco, enquanto buscam a si, presenteiam quem os lê. Um trabalho sobre o passado, o presente e o futuro; poemas sobre o interior e o exterior. Livro atual e recomendadíssimo a qualquer leitor de Literatura que se preze. 

Antônio Carlos da Silva Siqueira Júnior é aluno do curso de Letras, em IESA, Instituto de Ensino Superior “Santo André”, Santo André - SP.

REFERÊNCIAS

ANDRADE, Carlos Drummond de. Antologia Poética. 65. ed. Rio de Janeiro: Record, 2010.

FRANCO, Paulo. A Máscara no Espelho: uma antologia inacabada. São Paulo: Scortecci, 2012.

______________. A Rua dos Dias. São Paulo: Scortecci, 2017.

______________. Pétalas de Insônia. São Paulo: C. Cranchi, 1999.

PESSOA, Fernando. Autopsicografia. In: Cancioneiro. Disponível em: <http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/pe000006.pdf>. Acesso em: 22. Jun. 2017.

QUINTANA, Mario. O poema. In: 80 anos de Poesia. 2. ed. São Paulo: Globo, 2008.

domingo, 11 de junho de 2017

Resenha do show Metal Ballads, do Edu Falaschi e All Star Band, no Manifesto Bar

Ontem, 10/06/2017, no Manifesto Bar, houve um show de celebração ao Dia dos namorados, liderado por Edu Falaschi (Almah, ex Angra e Symbols), seguido por “sua” All Star Band, composta pelos músicos Ricardo Confessori (ex Shaman e Angra) na bateria, Luis Mariutti (About 2 Crash, Motorguts, ex Andre Matos, Shaman e Angra) no baixo, Junior Carelli (Noturnall, ANIE e ex Shaman) nos teclados e Demian Tiguez (ex Symbols) na guitarra. O concerto ainda contou com a presença do baixista Raphael Dafras, da banda Almah.

Embora o supergrupo seja formado por lendas do Metal Nacional, a proposta do show foi de apenas tocar baladas, tanto as do Angra quanto as do Almah. Uma ideia diferente e interessante, que até agora não havia acontecido, mas que já era querida por muitos fãs, principalmente pelos românticos.

Todos os músicos foram e são competentíssimos: Edu Falaschi, que recentemente lançou o álbum E.V.O. (com a sua banda Almah), mostrou que realmente voltou a cantar notas agudas como nos tempos de Angra. Júnior Carelli, sempre simpático, não só toca as músicas da forma como foram gravadas originalmente, mas também improvisa algumas introduções diferenciadas, o que enriquece a apresentação. Luís Mariutti, como é de seu costume, faz o seu trabalho responsável e seriamente, na dele. Ricardo Confessori não toca da mesma forma que o seu sucessor no Angra, Aquiles Priester (Hangar, Noturnall e ex Angra), mas faz mais do que o necessário, pois impõe o seu estilo na música. Raphael Dafras já é conhecido do público, parceiro do Edu no Almah, não precisa de comentários. E, por fim, Demian Tiguez, o antigo guitarrista do Symbols, banda dos irmãos Falaschi, ainda nos anos 90. Embora seja o mais desconhecido, o rapaz executa as canções eximiamente. Foi, com certeza, um dos destaques da noite.

O show começou com três músicas do Angra: Heroes of Sand, Wishing Well e Lease of Life, respectivamente dos álbuns Rebirth (2001), Temple of Shadows (2004) e Aqua (2010). Três músicas da fase em que Edu Falaschi passou pela banda. Essa última também faz parte da época que o baterista, Ricardo Confessori, ainda era um membro do Angra.

Em seguida, tocaram Breathe, canção do primeiro e homônimo álbum do Almah, lançado em 2006. Logo após, um momento muito bonito de reconhecimento do vocalista pelos parceiros Luís Mariutti e Ricardo Confessori, é tocada Lisbon, canção que não é da época do Edu, mas é do baterista e baixista, junto do primeiro vocalista do Angra, Andre Matos.

Depois, foi a vez de Warm Wind, música sempre presente nos concertos do Almah, uma balada feita pelo Edu em homenagem à sua filha. Posteriormente, duas surpresas: Breaking Ties e Dream On. A primeira faz parte do repertório do álbum Aurora Consurgens (2006), um dos mais injustiçados pelos fãs do Angra, e a segunda é um clássico do Rock Internacional, de 1973, da lendária banda Aerosmith. Porém, a versão tocada pela All Star Band foi a do grande Dio em parceria com o Malmsteen, pilares e mestres do Metal. Edu cantou Dream On de forma muito dramática, com alguns ecos, ficou muito bonita.

As próximas baladas foram Forgotten Land, Bleeding Heart, Visions Prelude e Nova Era. Exceto a primeira, que é do Almah, todas as outras são do Angra. Bleeding Heart compõe o Hunters and Prey (2002) e as duas últimas fazem parte do Rebirth, álbum de estréia de Edu na deusa do fogo. Detalhes: Visions Prelude nunca havia sido tocada ao vivo e Nova Era foi executada acusticamente, teclado e voz, que é a versão do Moonlight (2016), trabalho solo do vocalista, posto que a música é uma pauleira.

Por fim, três músicas do Angra: Rebirth (do álbum homônimo e de estréia do Edu), Late Redemption (do excelente Temple of Shadows) e a inesperada Carry On (do primeiro trabalho da banda, o Angels Cry, de 1993) fecharam majestosamente a noite.  A penúltima música foi uma das que mais emocionaram o público, que cantou em coro, tanto as partes em português, originalmente gravadas pelo grande Milton Nascimento, quanto os trechos em inglês, pelo Edu Falaschi, que são a maior parte.

A última canção requer dois parágrafos somente para ela, pois foi um dos momentos mais bonitos do show. Carry On, como se sabe, não é da época do Edu, mas do primeiro vocalista do Angra, segundo o próprio Edu Falaschi,  ontem: “o grande Andre Matos”. Além dele, na época, faziam parte da banda o baixista Luís Mariutti, o baterista Ricardo Confessori (embora este não tenha gravado o primeiro álbum, pois entrou somente depois do lançamento), ambos presentes no concerto de ontem, e os guitarristas Rafael Bittencourt (Angra e Bittencourt Project) e Kiko Loureiro (Megadeth e ex Angra).

Segundo Edu, embora a ideia do show seja tocar somente baladas, ele se vê na obrigação de tocar essa música que mudou a vida de muitos fãs, de muitos músicos e de todo o cenário do Heavy Metal nacional e internacional, no formato original: rápida, pesada, metal, pois é um dos hinos do Power Metal, gênero que o Angra ajudou a criar. Além disso, tocá-la é uma maneira de prestigiar o baixista Mariutti e o baterista Confessori, que são pessoas importantes desta história criada ainda nos anos 90, quando ele, Falaschi, estava com sua primeira banda, o Mitrium, e nem imaginava que um dia entraria para o Angra. Para isso, convidou uma menina da plateia, uma moça que grava vídeos e posta no Youtube, cantando músicas do Angra e do Almah, para fazer um dueto, ajudando-o nas notas mais altas. (Agora, é ela quem não imaginava que um dia estaria cantando junto com ele...)

Com isso, fecha-se a noite com chave de ouro. Se há algumas críticas positivas a se fazer, essas são: se o projeto continuar, aumente o tamanho do setlist, quinze músicas é pouco. Não foi tocada nenhuma música dos álbuns Fragile Equality (2008) e Motion (2011), do Almah; não foi executada nenhuma balada do Symbols, banda underground muito querida pelos fãs; houve apenas uma música do Aurora Consurgens e do Aqua, trabalhos subestimados do Angra. A outra dica é: Edu, decore ou releia as letras. Foram bem poucos deslizes, mas perceptíveis.

Finalmente, tomara que surjam mais oportunidades de shows do projeto, que ele continue e que volte à grande São Paulo novamente, em breve.

Setlist:

Heroes of Sand - Angra
Wishing Well - Angra
Lease of Life - Angra
Breathe - Almah
Lisbon - Angra
Warm Wind – Almah (participação de Raphael Dafras)
Breaking Ties – Angra (participação de Raphael Dafras)
Dream On - Aerosmith
Forgotten Land - Almah
Bleeding Heart - Angra
Visions Prelude - Angra
Nova Era acústica - Angra
Rebirth - Angra
Late Redemption - Angra
Carry On – Angra.



terça-feira, 6 de junho de 2017

Cores

Ao longo da vida, somos pintados e nos pintamos de várias cores diferentes, de formas diversas, mas essas tintas chegam de fora (algumas foram ganhas, outras foram compradas etc.), por isso descascam e caem depois de um tempo.

Paradoxalmente, mesmo todos possuindo características distintas, dizem que somos todos iguais. É verdade (e não é difícil de entender). É que somente a parte exterior é modificada, a interior continua intacta. Daí o erro de quem quer parecer brilhante ao se pintar com tintas fluorescentes ou jogando glitter por cima do corpo.

O que quero dizer é que todos nós possuímos um brilho interior, mas para que possam vê-lo, para verem o que somos (não o que parecemos ser), é preciso que nos conheçamos e, mais do que isso, precisamos ser transparentes.